quarta-feira, 9 de março de 2011

Mais uma curiosidade sobre macacos


No post "Schutz e a Sensualidade do Salto Alto", eu tentei explicar o porquê dos saltos serem tão sexy, e parte da explicação podia ser ilustrada pelo comportamento dos chimpanzés - duas pessoas já vieram comentar comigo sobre como isso era estranho e meio inesperado.

Bom, agora mais uma curiosidade sobre macacos que me surpreendeu. Eu vi isso faz algum tempo em um documentário que eu acho que se chamava "Por que os homens gostam tanto de pornografia?". Acho que passou no VH1, mas eu também não lembro muito bem.

Enfim, é o seguinte: fizeram um experimento com macacos em que mostravam para eles duas imagens - uma do lado da outra - e os macacos apertavam um botão que correspondia à imagem que preferiam para vê-la maior. Tinha um botão que, caso eles apertassem, ganhavam suco de maçã (o que aparentemente macacos gostam) e então era o que eles sempre apertavam. Ou melhor, quase sempre; quando a outra imagem era da bunda de uma macaca, eles preferiam ver essa em tamanho maior do que ganhar o suco de maçã.

Podemos concluir que, aparentemente, macacos gostam tanto de pornografia quanto humanos. Mas, afinal, quem pode culpá-los?

sexta-feira, 4 de março de 2011

Definindo Relacionamentos


Ela achou cruel. Aquele site a obrigava a preencher um campo chamado "relacionamento". Era impossível passar para a próxima página e encerrar o cadastro se aquele campo não revelasse, afinal, qual era a dela. E a pior parte era que ela não tinha que selecionar o que mais se adequava com a sua situação, dentre várias opções já fornecidas pelo site. Tinha que escrever ela mesma. "Se isso fosse uma prova", pensou irritada, "não seria de múltipla escolha".

Mas, afinal, qual era a dela?

- Sou Carolina, 26 anos, e sou... - falou baixinho, na esperança que viesse a resposta automaticamente.
Carolina tinha sido casada. Conhecera esse cara uma noite e fora amor à primeira vista. Pelo menos para ela. Para ele tinha sido mais "desejo à primeira vista" - e dada a incapacidade de alguns homens de diferenciarem desejo de amor, acabaram namorando. Um namoro relâmpago que resultou em um casamento ainda mais rápido; de apenas cinco meses.

Então ela deveria escrever "divorciada"?

Não achava justo que por culpa de um pequeno erro de julgamento devesse ter o rótulo de divorciada para a vida toda. Tinha amado e seguido um impulso, seguido seu coração. E de acordo com ela, "divorciada" iria sempre dar a impressão de que ela não conseguia manter um casamento. Não, não escreveria "divorciada".
Deveria escrever "solteira", então?

Lembrou-se de Marcelo. Era um cara com quem ela tinha saído quatro vezes e parecia promissor. Não chegava a ser um namoro, então "namorando" estava fora da mesa. Mas também não achava justo ter de escrever "solteira" se estava saindo com alguém. Não era como se ela tivesse se resignado a ficar sozinha, estava tentando! Devia receber crédito por isso! E gostava de Marcelo. Gostava de como ele a chamava de Carol, de como ele colocava o cabelo dela atrás da orelha e de como a beijava com intensidade.

Deveria então escrever "saindo com alguém promissor" ou "perto de um relacionamento sério"?

Claro, antes de decidir começar um relacionamento sério com Marcelo, deveria dar um jeito em Paulo. Paulo... Paulo era um problema; era lindo, sexy, divertido e seu melhor amigo de anos. Também era o cara com quem ela começou uma amizade colorida assim que seu casamento terminou. Mas, em sua defesa, tinha sido difícil resistir - ele a tinha consolado em relação ao divórcio dizendo que ela era linda, inteligente e o sonho de todos os homens. Agora acabavam na cama sempre que se encontravam.

Escreveria o quê, então? "Saindo por aí"? Não, isso ficava horrível. "Saindo com dois homens ao mesmo tempo"? Ainda pior. "Divorciada, mas saindo com alguém promissor e indo para a cama com o melhor amigo sempre que possível"? Pronto, agora ela estava delirando.

Resolveu dar um tempo na sua indecisão. Olhou para baixo pela janela do prédio e teve a agradável surpresa de ver seu vizinho entrando pela porta. Ou como era mais conhecido: o-vizinho-gato-do-andar-de-baixo. Suspirou; aqueles olhos verdes eram o sonho de toda mulher. Não sabia seu nome. Aliás, nunca tinham se falado, só trocado sorrisos safados no elevador. Suspirou novamente, dessa vez de pena de si mesma. O que iria escrever naquele site? "Divorciada, mas saindo com alguém promissor, indo para a cama com o melhor amigo sempre que possível e paquerando o vizinho de baixo com esperança de que alguma coisa aconteça"?

Não, o vizinho nem devia virar parte do problema. O que era uma paquerinha inocente uma vez ou outra? Daria cem reais pra quem trouxesse uma mulher que nunca paquerou um vizinho bonito. Recusava-se a acreditar que era a única mulher que não prestava no mundo. O vizinho definitivamente não seria levado em consideração.

Provavelmente Bernardo também não deveria ser levado em consideração. Bernardo era o primeiro amor de Carolina e era responsável por ter partido seu coração. Não só ele tinha terminado com ela, mas também se mudado da cidade. Eles nunca foram capazes de perder totalmente o contato, então mandavam emails um para o outro. Às vezes, ele escrevia que sentia falta dela ou então dizia que estava com ciúme dos homens com quem ela saía, o que fazia o corção de Carol bater mais rápido. Na maioria das vezes, relembravam os velhos tempos; mas não era surpresa a conversa tornar-se um pouquinho mais picante.

"Divorciada, mas saindo com alguém promissor, indo para a cama com o melhor amigo sempre que possível, paquerando o vizinho do andar de baixo na esperança que alguma coisa aconteça e fazendo sexo virtual com o homem que partiu seu coração ( e que não é seu ex-marido)". Humm. Não. Ela tinha decidido tirar o vizinho. E talvez Bernardo também não devesse ser levado em conta.

Irritou-se. Esse site não tinha o direito de fazer isso com as pessoas! Ela era apenas humana, pelo amor de Deus! Encarou o espaço em branco, desafiando-o a julgá-la pela sua vida amorosa. O espaço, porém, continuou em branco, esperando ser preenchido.

Carolina estava cansada. Levantou-se e foi tomar um copo d'água. Voltou mais calma, sentou-se na frente do computador e escreveu:

"Esse espaço é pequeno demais para a minha complexa vida amorosa".

Concluiu o cadastro. O que iam pensar dela quando lessem aquilo? Provavelmente não seria pior do que o que pensariam se ela tivesse escrito a verdade, foi a conclusão de Carolina. Também pensou que chegara a um ponto em que nada que fizesse poderia piorar sua situação amorosa.

Percebendo que tinha alguma coisa muito errada com seus relacionamentos, resolveu fazer algo a respeito. Desligou o computador e, como quem não quer nada, foi até o andar de baixo - só pra ver se o vizinho poderia emprestar uma xícara de açúcar.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Schutz e a Sensualidade do Salto Alto

Como todas as mulheres, eu sou louca por sapatos. No meu caso, sou um pouco mais específica; sou louca por sapatos da Schutz. Sapatos de salto alto da Schutz. Você diz o par, eu tenho.

Marilyn Monroe certa vez disse: "Não sei quem inventou o salto alto, mas todas as mulheres devem muito a ele".

Por que afinal, os sapatos de salto alto são tão sensuais? A autora Jena Pincott explica: "Anatomicamente falando, ao usar salto, você está fazendo o que chimpanzés fazem quando estão no cio: ficam na ponta dos pés, arqueiam as costas e empinam o bumbum. O movimento dos seus membro inferiores fica mais sensual. É difícil para os outros não notar o rebolado de seus quadris, a projeção de seus seios, a inclinação de sua pélvis, a exibição do seu material" (Livro "Os homens preferem mesmo as loiras?" da editora Academia de Inteligência).

Então, como uma fã do salto alto e uma fã ainda maior da Schutz, resolvi colocar aqui alguns dos sapatos da coleção nova (Schutz Winter 2011), que eu estou morrendo de vontade de comprar!









quarta-feira, 2 de março de 2011

Aquela pessoa





Às vezes, você simplesmente sabe. Não existem razões lógicas e racionais para explicar o efeito que aquela pessoa exerce em você. Você simplesmente sente e sabe. Não estou falando de amor; talvez vocês dois não tenham trocado mais do que algumas palavras. Eu não acredito em amor à primeira vista, só em paixão à primeira vista. E esta pode ser tão forte que acaba se transformando em amor. Afinal, como não amar aquela pessoa - aquela pessoa - que faz você perder o fôlego só de vê-la entrando na sala? O seu coração pára. Você não consegue parar de encarar, não conseguiria parar nem que o mundo estivesse desabando a sua volta.

Agora imagine se essa pessoa cruza um salão em sua direção. Você fica inquieto, sua respiração torna-se mais pesada. Um sussurro ao pé do ouvido com palavras bem escolhidas é o suficiente para aguçar ainda mais os seus sentidos e jogar o seu bom senso pela janela. Ir para a pista de dança torna-se óbvio e natural. E então tudo passa a ser uma conversa silenciosa; essa, afinal, é a magia da dança.

Mas se você encontra aquela pessoa, só um romance não basta; você quer um romance de cinema - uma comédia romântica, por que não? Beijos roubados, situações inusitadas, risadas. A expectativa de que os protagonistas devem ficar juntos e que apesar de qualquer problema que possa aparecer, são perfeitos um para o outro.

Você quer agir de modo impulsivo, fazer o que quiser sem pensar nas conseqüências. E morrer de vergonha depois. Quer analisar cada gesto, cada palavra. Interpretar sinais que nem existem. Quer rir, nem que seja de você mesmo.

E a sua primeira dança com aquela pessoa é como um indireto jogo de sedução - ansiedade, desejo, gula. Tudo em um movimento dos seus quadris.

Porém, o mais importante, é que durante todo o tempo, você vai olhar para essa pessoa de um jeito diferente. Não existe nada como a intensidade do olhar de alguém que sente esse amor, essa paixão. É doce, mas repleto de fogo. É como o olhar de alguém que acabou de descobrir um tesouro escondido. Afinal, nunca se sabe quando seus sentimentos vão chamá-lo para dançar.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Chega





"Chega!"

Exclamava. Convencia a si mesma que dava muito trabalho, que não valia à pena. Chega; estava exausta.

E merecia aquilo? Merecia?! Soava quase como uma ameaça para os próprios ouvidos. Claro que não - era ela mesma quem respondia. Esse irritadiço monólogo de pensamentos sempre vinha na hora do banho. E não parava.

Enquanto ela se secava, concluia que se estava assim agora, por que algum dia iria mudar?

Enquanto se vestia, lembrava que nunca, nunca, conseguia deixar tudo claro e simples, sem meias palavras. Deus do céu! Será possível? Quanto trabalho!

Enquanto passava o batom cor de boca em seus lábios, pensava em todas as coisas que não podia falar com medo de dar tudo errado. Ah, mas agora ele ia ver. Ah, se ia.

Enquanto passava perfume e admirava-se no espelho, enumerava todas as vezes que ela já havia se sacrificado por aquela relação. Tinha sido uma, duas? Nããão! Milhares!

Enquato calçava os sapatos, revivia todas as conversas que não chegaram a lugar nenhum. E era culpa dela? Obviamente que não!

Enquanto ia atender a campainha, seu cérebro era um caos; era como se quisesse lembrar-se de todos os seus argumentos no pequeno percurso do quarto até a porta da frente.

Então, ela abria a porta - decidida, segura de si, dona da verdade. Via o sorriso dele e pronto.

"O que é que eu queria te dizer mesmo?"

Mulheres.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

No consultório


Entrei no táxi e meia hora depois estava no consultório. Não que a viagem até lá tenha sido fácil. Tive que usar todo o meu jogo de cintura para marcar aquela consulta de última hora - ou seja, falando claramente que se não me arrumassem um horário, eu simplesmente apareceria lá e faria um escândalo. A secretária pareceu surpreendentemente calma com a minha ameaça, mas depois cedeu.
Quando cheguei, fui em direção à porta do consultório, mas não sem lançar um olhar para secretária, digno de nossa conversinha pelo telefone. Ao abrir a porta, imediatamente sentei-me no divã.
- Ele não ligou.
Esperei uma resposta. Será que ele não tinha entendido? Resolvi acrescentar mais drama:
- Faz três dias - e nem em um minuto dessas 72 horas eu pensei em outra coisa. Mas isso eu não disse. Não queria parecer obcecada ou algo assim.
- Por que você não ligou?
Fiquei um pouco irritada. Eu teria que explicar tudo?
- Não são as mulheres que fazem isso.
- E como você se sente, por ele não ter ligado?
Eu não considerei essa pergunta digna de uma resposta, então resolvi mudar de assunto.
- Eu não entendo. Se você fosse ele, você ligaria?
Ele não respondeu de imediato, pareceu surpreso. Mas, afinal, era uma pergunta simples, então mantive meus olhos cravados nele. E continuei esperando.
- Ligaria? - Reforcei, e aproveitei o silêncio para dar uma sacudida no meu cabelo, sabe, dar uma ajeitada, já que ele esteve preso durante toda a viagem de táxi. Claro que meus olhos não saíram dos dele nem por um segundo.
- Você gostaria que eu ligasse? - Ele respondeu meio sem jeito. Mas ele nunca tivera muito jeito mesmo. Só demorou um instante para ele perceber o que disse e ficar ainda mais desnorteado.
Eu sorri, agradeci e me levantei. Por isso que eu tinha dois analistas. Afinal, esse aqui, mesmo sem saber de nada, acabava me ajudando, de um jeito ou de outro.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O que são feromônios afinal?


Lembre-se, antes de começar a ler isso, que eu não sou nenhuma especialista (e sim só uma adolescente com muitos livros), e o que eu estou tentando fazer é um resumo para dar uma idéia geral do quê, afinal de contas, são os feromônios.

Praticamente todo mundo os associa apenas com sinais químicos emitidos pelo corpo que funcionam como estímulos sexuais. E em parte está correto, pois os feromônios podem provocar o desejo sexual, mas também podem ter várias outras funções. Por exemplo, os feromônios territoriais, presentes na urina do cachorro, servem para deixar claro para os outros indivíduos de sua espécie que aquele é o seu território.

Os feromônios se diferenciam dos hormônios, porque os hormônios são liberados internamente e exercem influência sobre o metabolismo do próprio indivíduo, enquanto os feromônios são liberados externamente e exercem influência na atividade dos indíviduos da mesma espécie. Ou seja, os hormônios influenciam você e os feromônios influenciam os outros.

Os mamíferos possuem um órgão cuja única função é detectar feromônios, chamado de órgão vomeronasal (OVN), que é basicamente constituído de dois caroços localizados na parte de trás do septo nasal, entre o nariz e a boca. É recente a descoberta deste órgãoem adultos humanos, e existe quem diga que não há evidências que nossos órgãos vomeronasais ainda estejam conectados aos nossos cérebros. Felizmente, existem cada vez mais provas que os humanos também conseguem processar feromônios da mesma maneira que processam outros cheiros.

Os feromônios podem ser liberados no ar ou estar presentes em fluidos corporais - saliva, suor, sangue, leite, fluidos vaginas, sêmen. Logo, você pode tanto inalar eles no ar, como através de um beijo, por exemplo. Eles são sutis, e ainda não se tem certeza de sua importância na vida sexual dos humanos, que é mais complexa que a dos outros animais. Mas eles podem, sim, ter o poder de deixar a pessoa mais feliz, animada, excitada e concentrada.

Mas, citando a autora Jena Pincott, "sinais químicos podem influenciar nossa vida amorosa, mas também é assim com um número infinito de outras coisas que nos puxam para esta ou aquela direção. A complexidade é uma coisa boa. É tudo que separa nossas vidas sexuais de mera respiração e fornicação".

domingo, 29 de agosto de 2010

Ansiedade


Eu anseio por seus beijos, sua boca, seu toque. Sinto fome de você. Quando não estamos juntos, sinto falta do seu corpo entrelaçado com o meu, da sua mão deslizando por minhas curvas, provocando suspiros, gemidos e arrepios.

A ansiedade de vê-lo traz à minha mente imagens de nós dois - confusas, emaranhadas, cada uma com a duração de um piscar de olhos - que sozinhas têm o poder de fazer minha respiração ficar mais pesada e de me deixar inquieta. Inquieta para sentir seu calor, para sentir seus lábios de encontro com a minha pele, para sentir que nada mais importa.

E, honestamente, o que importa? Se eu tenho a sua boca correspondendo ao meu desejo? Se eu tenho seus braços ao meu redor? Se eu sou louca por você?


sábado, 10 de julho de 2010

Está no sangue


Hoje de manhã eu fui obrigada a fazer uma das coisas que eu mais odeio no universo - exame de sangue. Mas graças ao meu (atípico) bom humor matinal, resolvi não fazer desse exame o fim do mundo. Enquanto estava sentada naquela cadeira, a moça me perguntou se eu estava com medo, costumava desmaiar, etc, e eu respondi que não, só estava nervosa.

Depois ficou aquele silêncio, ela arrumando as coisas e eu sentada ali, indefesa. Até que resolvi falar alguma coisa.

- Moça, posso te fazer uma pergunta meio estranha?

Ela olhou pra mim, mas não com uma cara surpresa, como eu esperava. Acho que muitos pacientes perguntam coisas estranhas para ela. Então eu fui adiante:

- Quem fica mais nervoso tirando sangue? Homens ou mulheres?

Ela nem hesitou quando me respondeu que os homens ficam muito mais nervosos do que as mulheres. Aliás, até se divertiu com a pergunta, contando pra mim que os homens nem tem vergonha de admitir pra ela que tem medo. Alguns até precisam tirar sangue deitados, pra não ter perigo de desmaiar. Ela até mesmo montou uma pequena estatística; de cada 10 pacientes que desmaiam, 8 são homens e apenas 2 são mulheres.

Quando eu fiz a pergunta, não tinha a menor idéia de que resposta eu ia receber... Afinal, meninas podem parecer mais "frescas" e homens fazem aquela pose de "macho". Mas a explicação talvez seja aquela velha história: nós mulheres somos assim, sensíveis por fora e poderosas por dentro!


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Devorar com os olhos

Estudos feitos em vários países mostram que as mulheres olham para os homens (na rua, só para "dar uma checada") tanto quanto os homens olham para as mulheres - talvez até mais. Mas então por que é tão raro flagrar uma mulher "devorando um homem com os olhos"?


A resposta é surpreendentemente simples; a mulher tem um campo visual maior do que o homem. Isto porque o sexo feminino e o masculino evoluíram de formas diferentes, de acordo com o que funcionava melhor para a sua sobrevivência, lá no tempo das cavernas. A função dos homens era caçar e proteger a família, enquanto a da mulher era cuidar das crianças.

Então para ela era importante ter uma grande visão periférica, que permitia com que ela soubesse mais facilmente tudo o que estava acontecendo em volta - principalmente com o filhos. Para ele, era mais importante ter uma visão do tipo "túnel", que faz com que ele exergue nitidamente coisas muito distantes; pois como caçador era importante ser capaz de localizar e perseguir alvos.

Ou seja, o que podemos concluir é que, na maioria das vezes, uma mulher só vai ser pega olhando para um homem se ela assim quiser. E, mulheres, vamos lá, se é para ser pega, é bom que seja do jeito mais sexy possível: avalie-o da cabeça aos pés, voltando para os olhos para ter certeza que foi notada. Depois dê mais uma olhada rápida, e sorria - de leve, com os lábios colados - quando fizerem contato visual novamente. Você já fez sua parte; agora é com ele.

Para escrever esse post, minhas fontes de pesquisa foram a Revista Nova (sempre) e uma das conclusões do casal Allan e Barbara Pease, reconhecidos internacionalmente pelo seu trabalho na área de relacionamentos e linguagem corporal.